ATC - Associação Teatro de Construção
ATC - Associação Teatro de Construção

Experimente. Vais ver que não custa nada!

«Li há algum tempo que o voluntariado assenta em dois princípios: o da solidariedade e o da subsidiariedade. A solidariedade traduz-se na nossa sensibilidade em relação a outro ser humano e na vontade consciente de o querer ajudar. A subsidiariedade resulta da capacidade de actuarmos, não remetendo para instâncias superiores acções que estão ao nosso alcance.

Julgo que existe uma outra dimensão no voluntariado, difícil de explicar e quase impossível de descrever, a da «transcendência». Quem nunca teve uma verdadeira experiência de voluntariado não consegue entender esta dimensão. Olhando de fora, só se consegue ver um grupo de pessoas de boa vontade prestando um serviço a um grupo de necessitados. Ver assim o voluntariado é comparável a ver só uma cena filmada de uma grande peça de teatro e, ainda por cima, a preto e branco, sem som nem legendas. Pior que isto é ter a convicção de se ter assistido ao espectáculo por inteiro.

O voluntariado não se explica, vive-se. E é incomparavelmente maior o benefício para quem dá do que para quem recebe. Proporciona uma plenitude de sentimentos que é viciante e é das emoções mais gratificantes que um ser humano pode ter. O voluntariado é também, e sobretudo, um estado de espírito, uma abertura para os que nos rodeiam. Como outras coisas na vida, descobre-se, alimenta-se e vê-se crescer. Começar a fazer voluntariado é fácil: basta sentir cá dentro uma necessidade de dar-se. O que não falta são oportunidades de fazer pequenos gestos que contribuem para melhorar a vida dos outros. Depois é só dar sequência e frequência a essas acções. Por princípio, ninguém reconhece que tem tempo livre, independentemente da quantidade real de tempo de que pode dispor. Quem não tem uma hora por semana? Quem não pode dispor de uma tarde de sábado por mês? Sabe que há instituições que precisam de todo e qualquer pedacinho do seu tempo para concretizar alguns projectos?

Sabe que há trabalho a fazer na retaguarda, que pode contribuir para melhorar a vida de algumas pessoas? Com o e-mail, o computador portátil, a sua rede de conhecimentos e a sua capacidade de resolver problemas, pode desenvolver um excelente trabalho de voluntariado. Não custa nada. Vai ver que é tão simples. Ser voluntário é estar lá é tocar e sentir e fazer com que nos sintamos…

Deixa que te sintam para que te sintas…. Voluntariado é ver a tela ao vivo é ver o filme no cinema não é ver a tela num postal nem o filme no dvd.


Bolsa de Voluntariado ATC

O que é?

Voluntariado ( art.º 2.º da Lei n.º 71/98, de 3 de Novembro)

É o conjunto de acções de interesse social e comunitário, realizadas de forma desinteressada por pessoas, no âmbito de projectos, programas e outras formas de intervenção ao serviço dos indivíduos, das famílias e da comunidade, desenvolvidos sem fins lucrativos por entidades públicas ou privadas. Não são abrangidas pela presente Lei as actuações que, embora desinteressadas, tenham um carácter isolado e esporádico ou sejam determinadas por razões familiares, de amizade e de boa vizinhança.


O voluntário:

1) ESTÁ ao serviço das pessoas, das famílias e das comunidades, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e do bem estar das populações.
2) TRADUZ-SE num conjunto de acções de interesse social e comunitário, realizadas de forma desinteressada, expressando o trabalho voluntário.
3) DESENVOLVE-SE através de projectos e programas de entidades públicas e privadas com condições para integrar voluntários, envolvendo as entidades promotoras.
4) CORRESPONDE a uma decisão livre e voluntária apoiada em motivações e opções pessoais que caracterizam o voluntário.


Direitos e Deveres

DIREITOS E DEVERES
Actuar com as pessoas, famílias e comunidade é estabelecer uma relação de reciprocidade de dar e receber que exige direitos e impõe deveres.


DIREITOS DOS VOLUNTÁRIOS:
  • Desenvolver um trabalho de acordo com os seus conhecimentos, experiências e motivações;
  • Ter acesso a programas de formação inicial e contínua;
  • Receber apoio no desempenho do seu trabalho com acompanhamento e avaliação técnica;
  • Ter ambiente de trabalho favorável e em condições de higiene e segurança;


Participação das decisões que dizem respeito ao seu trabalho;
  • Ser reconhecido pelo trabalho que desenvolve com acreditação e certificação.
  • Acordar com a organização promotora um programa de voluntariado, que regule os termos e condições do trabalho que vai realizar.

DEVERES DO VOLUNTÁRIO

Para com:

1) OS DESTINATÁRIOS
  • Respeitar a vida privada e a dignidade da pessoa;
  • Respeitar as convicções ideológicas, religiosas e culturais;
  • Guardar sigilo sobre assuntos confidenciais;
  • Usar de bom senso na resolução de assuntos imprevistos, informando os respectivos responsáveis;
  • Actuar de forma gratuita e interessada, sem esperar contrapartidas e compensações patrimoniais;
  • Contribuir para o desenvolvimento pessoal e integral do destinatário;
  • Garantir a regularidade do exercício do trabalho voluntário.

2) A ORGANIZAÇÃO PROMOTORA
  • Observar os princípios e normas inerentes à actividade, em função dos domínios em que se insere;
  • Conhecer e respeitar estatutos e funcionamento da organização, bem como as normas dos respectivos programas e projectos;
  • Actuar de forma diligente, isenta e solidária;
  • Zelar pela boa utilização dos bens e meios postos ao seu dispor;
  • Participar em programas de formação para um melhor desempenho do seu trabalho;
  • Dirimir conflitos no exercício do seu trabalho de voluntário;
  • Garantir a regularidade do exercício do trabalho voluntário;
  • Não assumir o papel de representante da organização sem seu conhecimento ou prévia autorização;
  • Utilizar devidamente a identificação como voluntário no exercício da sua actividade;
  • Informar a organização promotora com a maior antecedência possível sempre que pretenda interromper ou cessar o trabalho voluntário.

3) OS PROFISSIONAIS
  • Colaborar com os profissionais da organização promotora, potenciando a sua actuação no âmbito de partilha de informação e em função das orientações técnicas inerentes ao respectivo domínio de actividade;
  • Contribuir para o estabelecimento de uma relação fundada no respeito pelo trabalho que cada um compete desenvolver.

4) OS OUTROS VOLUNTÁRIOS
  • Respeitar a dignidade e liberdade dos outros voluntários, reconhecendo-os como pares e valorizando o seu trabalho;
  • Fomentar o trabalho de equipa, contribuindo para uma boa comunicação e um clima de trabalho e convivência agradável;
  • Facilitar a integração, formação e participação de todos os voluntários.

5) A SOCIEDADE
  • Fomentar uma cultura de solidariedade;
  • Difundir o voluntariado;
  • Conhecer a realidade sócio-cultural da comunidade, onde desenvolve a sua actividade;
  • Complementar a acção social das entidades em que se integra;
  • Transmitir com a sua actuação, os valores e os ideais do trabalho voluntário.

O voluntário ATC pode?
  • Desempenhar uma tarefa que o valorize e seja um desafio para ampliar e desenvolver as suas habilidades;
  • Receber apoio no trabalho que desempenha (capacitação, supervisão e avaliação técnica);
  • Ter a possibilidade da integração, como voluntário, nas instituições, num projecto e/ ou na comunidade, onde presta serviços e ter as mesmas informações que o pessoal remunerado, além de descrições claras sobre tarefas e responsabilidades;
  • Participar das decisões;
  • Contar com os recursos indispensáveis para o serviço voluntário;
  • Receber reconhecimento e estímulo;
  • Ter oportunidades para o melhor aproveitamento de suas capacidades recebendo tarefas e responsabilidades de acordo com seus conhecimentos, experiência e interesse;
  • Contar com ambiente de trabalho favorável por parte do pessoal remunerado da instituição, do projecto e/ou da comunidade.

Apesar de não ser remunerado, o voluntário ATC precisa de actuar com compromisso, pois sua ausência pode deixar uma expectativa frustrada naquele que contava com os seus serviços e confiou na sua disponibilidade. Desta forma, o voluntário ATC deve:
  • Conhecer a instituição e/ou a comunidade onde presta serviços, levando em conta essa realidade social e as tarefas que lhe foram atribuídas;
  • Escolher cuidadosamente a área onde deseja actuar conforme suas identificações, interesses, objectivos e habilidades pessoais, garantindo um trabalho eficiente;
  • Ser responsável no cumprimento dos compromissos contraídos livremente como voluntário ATC. Só se comprometer com o que de fato puder fazer;
  • Respeitar valores e crenças das pessoas com as quais se relaciona;
  • Aproveitar as oportunidades oferecidas de forma aberta e flexível;
  • Actuar de maneira integrada e coordenada com a entidade ou projeto onde prestar serviço;
  • Manter os assuntos confidenciais em absoluto sigilo;
  • Acolher de forma receptiva a coordenação e a supervisão de seu serviço;
  • Usar de bom senso para resolver imprevistos, além de informar aos coordenadores da instituição.

Diante de tanto profissionalismo e de atribuições, há certas características que são peculiares aos voluntários ATC. Vamos procurar que o voluntário ATC cumpra com a:
  • Assiduidade;
  • Pontualidade;
  • Responsabilidade;
  • Produtividade;
  • Boa vontade;
  • Paciência;
  • Criatividade;
  • Flexibilidade.